Admirando a genialidade artística de Deus !

Dia 12 (02/09/2019)
Milhas percorridas: 224,7
Dia de sol, muito calor, causticante... muito vento na estrada, chegada em Flagstaff com clima bem fresco!

Saímos cedo de Gallup, pois o dia promete - o trecho era longo. Mesmo assim aproveitamos para fazer algumas fotos de reminiscências da Route 66, assim como de muitos que usam o marketing  gratuito desta logomarca para impulsionar seus negócios. Começamos com uma visita básica nesta loja, que tinha como música de fundo hinos evangélicos que nos energizaram para a continuidade da viagem. Por coincidência estava tocando o hino preferido da Rejane: “Tu és fiel, Senhor”.




Com o tanque cheio, decidimos atravessar a cidade admirando a história construída pela Route 66. É interessante como o americano sabe aproveitar muito bem o modal ferroviário para transporte de cargas. Há caminhões transportando cargas, sim, mas os produtos mais perigosos e muitos containers (ha muitas situações que sao transportados 2 containers num mesmo vagão) formam longas composições ferroviárias - Rejane chegou a contar 90 vagões, sendo puxados por 3 locomotivas e empurrado por mais 2 locomotivas.









Fizemos mais uma parada em uma loja típica daqui para comprar mais um magneto, agora da cidade de Flagstaff.







Colocamos o endereço de Petrified Forest com Emilia, e hoje ela resolveu nos conduzir novamente pelas “Scenic Roads”. 








As vezes Emilia se engana, e temos que voltar.




Entramos no Estado de Arizona, e novamente nosso relógio mudou, ganhando mais uma hora para curtimos esta viagem.




Se o Novo México já tinha uma paisagem seca, o Arizona é ainda mais desértico, poucos arbustos como vegetação, nenhuma árvore nem plantação. Lembrou o desenho animado Rango, com toda a secura e falta d’água trazido pelo filme. É o Estado que tem o cognome “The Grand Canyon State”. E este será um de nossos destinos nesta semana. Eu apelidei o Arizona de Arid Zone.





Chegamos na entrada do parque, que como já dissemos no primeiro blog, foi onde encontramos o americano de 66 anos celebrando seu aniversário na Route 66, e que nos inspirou a realizar esta viagem para celebrar os 66 anos da Rejane.






Após uma rápida passada no Visitor Center e mais uma carimbada no passaporte da Rejane, fomos curtir este canto do mundo onde parece que Deus veio se deliciar usando sua veia artística, suas ferramentas de esculpir e seus pincéis de tinta. 





É um parque enorme, tem uma estrada de 28 milhas que atravessa o parque todo, por paisagens de tirar o fôlego. Há muitos pontos de parada, para tirar fotografias, realizar caminhadas, tirar fotografias, tocar na beleza viva da natureza ainda em contínuo desenho e redesenho, tirar fotografias, conhecer pessoas, tirar fotografias... Fantástico!!!

Esta parte do parque é chamado de Paint Desert, são formações provocadas por depósitos sedimentares de milhões de anos, e que com o tempo e mudança das placas tectônicas foram sendo esculpidas pelas chuvas e ventos há milênios.





Neste ponto a estrada do parque cruza com o que ja foi a real Route 66... Rejane aproveitou para para registrar “The kicks on Route 66”.





Nesta outra parte do parque, chamado de Rainbow Forest, já houve uma floresta cujos troncos foram petrificados através um processo de absorção de cálcio pelas árvores, que petrificaram. Há muitos restos desses troncos em varias partes do parque, “decorando” a beleza natural esculpida pelo tempo.












Conhecemos um casal de americanos que estava viajando de carro, cuja esposa também completará 66 anos esta semana, e conversamos sobre viagens que eles e nós fizemos. Foram muito legais.





Continuamos nosso passeio e em outra parada vimos um pequeno grupo com 4 motos passando. Eles fizeram meia volta e vieram a nosso encontro. Foram muito gentis, queriam saber da nossa aventura, comentar um pouco sobre o moto clube deles, tiramos mais fotos com eles e combinamos sobre a possibilidade de nos encontrarmos novamente em algum momento.







Na saída do parque paramos para nos hidratar (temperatura estava em 34 graus, só que o termômetro fica na sombra!) e seguir viagem. Passamos por Holbrook, mais uma cidade no curso da Route 66. Abastecemos a moto e fomos na direção de Flagstaff.








Passamos por Holbrook, uma cidade que a Route 66 atravessa, com muitos pontos históricos ainda muito bem preservados.













Ao longe podíamos avistar uma tempestade que vinha em nosso encalço, com ventos muito fortes por mais de 45 minutos, mas conseguimos fugir dela - voltou a aquecer muito, e ja chegando em Flagstaff o tempo deu uma ótima refrescada.











Amanhã (03/09) vamos dar uma saída da Route 66 para conhecer um local que ficou este ano todo como tela de fundo do meu notebook. Passaremos a noite por la e voltaremos para Flagstaff para dar sequência à nossa aventura da Route 66.

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